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Comissão de Relações Exteriores aprova indicações para Suécia e Índia
Comissão de Relações Exteriores aprova indicações para Suécia e Índia
Fonte: Pedro França/Agência Senado
Enviado: 26/06/2018 às 10:56:00

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou na quinta-feira (21/06) as indicações dos novos embaixadores do Brasil na Índia e na Suécia. As mensagens seguem para o Plenário.

O diplomata Nelson Antonio Tabajara de Oliveira vai exercer cargo de embaixador em Estocolmo e, cumulativamente, em Riga, na Letônia. As relações diplomáticas Brasil-Suécia foram estabelecidas em 1826. 

Em 2017, o fluxo do comércio bilateral alcançou US$ 1,55 bilhão, apesar da queda de 9,3% das exportações brasileiras em relação ao ano anterior, ao totalizarem US$ 466 milhões.

Dessa forma, a relação é deficitária para o Brasil, que exporta produtos básicos, como minérios, café e carne bovina, enquanto importa manufaturados, como máquinas, produtos farmacêuticos e partes e acessórios para veículos automotores. Apesar do saldo negativo, a parceria é positiva para o país, segundo defendeu o indicado durante sua sabatina na CRE.

Ele observou que a Suécia é forte investidora no Brasil, com empresas que possuem unidades no território brasileiro, como Scania, Ericsson e Electrolux, que proporcionam a geração de milhares de empregos.

— Vendemos muitos produtos primários. O primeiro item da pauta de exportação é o café. Temos interesse em ter a Suécia como parceira, mesmo com deficit comercial porque temos muitos investimentos suecos no Brasil — afirmou.

Ele destacou também a parceria com a Saab para a produção de caças Gripen no Brasil.

— É um grande contrato que conseguimos para as Forças Armadas. Serão 36 caças. Em 2019 já começaremos talvez a produção. É um investimento de mais de US$ 5 bilhões, mas que terá retorno muito grande.

O senador Jorge Viana (PT-AC) pediu que o futuro embaixador mantenha a CRE informada sobre o andamento do projeto.

Nova Delhi

O indicado para exercer o cargo de embaixador em Nova Delhi, na Índia e, cumulativamente, no Reino do Butão, é o diplomata André Aranha Corrêa do Lago.

Entre os maiores desafios comerciais enfrentados pelo Brasil em relação à Índia, destaca-se a dificuldade de acesso a mercados. Dos dez principais produtos que compuseram a pauta global brasileira de exportações em 2017, três (celulose, carne bovina e carne de frango congelada) tiveram acesso inexpressivo ao mercado indiano.

Estima-se que o investimento direto do Brasil na Índia alcance US$ 1 bilhão, enquanto o investimento indiano no Brasil esteja na faixa dos US$ 6 bilhões. O Brasil tem interesse em ampliar o comércio e os investimentos bilaterais, que ainda estão muito aquém do potencial dos dois países, conforme apontou o indicado.

— Estou convencido de que quanto mais se souber da Índia mais os brasileiros vão se interessar em se aproximar. Precisamos vencer obstáculos para a agricultura brasileira e o desconhecimento em relação ao Brasil — disse Correa do Lago.


Fonte: Jornal do Senado